...fuçinho de outro, literalmente!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Sobre o seu papai...
Filha,
Pra falar de ti e do teu início de vida nesse planeta maluco que agora dividimos, preciso também falar de alguém muito importante nas nossas vidas até aqui: o teu pai, meu marido. Hoje enquanto lia dois artigos (aqui e aqui!) muito interessantes a respeito dos "novos pais", que participam ativamente da criação dos filhos e da gestação das suas companheiras, contribuindo, apoiando e vivendo igualmente todas as etapas desde a concepção do bebê, até o parece-simples-mas-não-é fato de nao deixar as tarefas cotidianas apenas como obrigação da mãe, fui linkando com a minha realidade, com a tua vida, e me senti levada a dividir contigo, desde cedo, o quanto fez diferença essa participação dele nas nossas rotinas.
Primeiro, vou te contar um pouco sobre o início da minha gravidez.
Apesar de que a vontade de engravidar e ter filhos sempre fosse maior em mim, quando eu soube que estava gravida de ti, fiquei absolutamente apreensiva, com medo do que estava por vir, duvidosa da minha capacidade. E foi o papai que me tranquilizou e disse que daríamos conta, e que seria maravilhoso termos um bebê entre a gente. Parecia mais é que era ele que tinha te planejado, não eu. Não preciso falar o quanto isso me acalmou, né? O apoio dele fez toda a diferença.
Já no dia seguinte, ele fazia planos e programações de como seria a minha vida de gestante, levando sempre em conta o que seria melhor pra ti. Quer dizer, qual seria a melhor forma de vivermos enquanto tu estavas na minha barriga, em plena formação. Nada podia te prejudicar. Fomos ao supermercado e enchemos o carrinho de verduras. Ele ia me empurrando várias coisas ultra saudaveis, dizendo que a partir de agora eu deveria só comer coisas leves e sem gordura, e eu, lógico, torcendo o nariz pra algumas coisas, mas ficava admirada com a preocupação e disposição dele em fazer tudo pelo teu bem. Ali eu tive os primeiros indicios de que ele seria um pai dedicado e participativo.
Passado o tempo e eu ainda grávida, foram várias as gentilezas que ele me fez e diversas as situacoes de que ele me poupou, pra que tudo continuasse bem comigo e, consequentemente, contigo.
De todas as consultas pré-natal, só me lembro de ele ter faltado uma, e o fez com enorme decepção pois ficou preso no trabalho, num dia realmente importante, já que todos os outros, ele dava um jeito de escapar. Nao perdeu um ultrassom. Se emocionou demais em ouvir teu coração bater pela primeira vez. Disse que tu ia ser "a princesa dele" quando descobrimos que esperavamos uma menina. Participou de tudo que era possível. Carregou muitas sacolas e escolheu pessoalmente várias roupas do teu enxoval, quando viajamos aos Estados Unidos em busca de bons produtos pra ti.
Ao final da gravidez, eu tive uma pré disposição a ter um parto prematuro, devido as tantas contrações que tinha já aos 7, 8 meses, e por isso, me foi recomendado repouso absoluto, nao podendo mais fazer inúmeras coisas, sendo uma delas, dirigir. Papai me levou a tudo, passou a ficar mais tempo em casa e a minha disposição. Cuidou de mim como nunca, também por que tinha muito medo de que nascesses prematura e tivesses qualquer complicação.
E assim foi por toda a gravidez...
E aí, minha amada, naquele doce 20 de novembro de 2011, tu nasceu....
Filha, ele se programou desde que soube da gravidez pra tirar férias a partir da data que tu nascesse, pra ficar direto com a gente em casa, me ajudando e literalmente, te criando bem de perto, desde o primeirissimo dia.
Pra falar de ti e do teu início de vida nesse planeta maluco que agora dividimos, preciso também falar de alguém muito importante nas nossas vidas até aqui: o teu pai, meu marido. Hoje enquanto lia dois artigos (aqui e aqui!) muito interessantes a respeito dos "novos pais", que participam ativamente da criação dos filhos e da gestação das suas companheiras, contribuindo, apoiando e vivendo igualmente todas as etapas desde a concepção do bebê, até o parece-simples-mas-não-é fato de nao deixar as tarefas cotidianas apenas como obrigação da mãe, fui linkando com a minha realidade, com a tua vida, e me senti levada a dividir contigo, desde cedo, o quanto fez diferença essa participação dele nas nossas rotinas.
Primeiro, vou te contar um pouco sobre o início da minha gravidez.
| A confirmação de tudo... |
Já no dia seguinte, ele fazia planos e programações de como seria a minha vida de gestante, levando sempre em conta o que seria melhor pra ti. Quer dizer, qual seria a melhor forma de vivermos enquanto tu estavas na minha barriga, em plena formação. Nada podia te prejudicar. Fomos ao supermercado e enchemos o carrinho de verduras. Ele ia me empurrando várias coisas ultra saudaveis, dizendo que a partir de agora eu deveria só comer coisas leves e sem gordura, e eu, lógico, torcendo o nariz pra algumas coisas, mas ficava admirada com a preocupação e disposição dele em fazer tudo pelo teu bem. Ali eu tive os primeiros indicios de que ele seria um pai dedicado e participativo.
Passado o tempo e eu ainda grávida, foram várias as gentilezas que ele me fez e diversas as situacoes de que ele me poupou, pra que tudo continuasse bem comigo e, consequentemente, contigo.
De todas as consultas pré-natal, só me lembro de ele ter faltado uma, e o fez com enorme decepção pois ficou preso no trabalho, num dia realmente importante, já que todos os outros, ele dava um jeito de escapar. Nao perdeu um ultrassom. Se emocionou demais em ouvir teu coração bater pela primeira vez. Disse que tu ia ser "a princesa dele" quando descobrimos que esperavamos uma menina. Participou de tudo que era possível. Carregou muitas sacolas e escolheu pessoalmente várias roupas do teu enxoval, quando viajamos aos Estados Unidos em busca de bons produtos pra ti.
| Meu incentivador de sentadinhas estratégicas pra descansar, quando o barrigão de 6 meses pesava bastaaaante.. |
E assim foi por toda a gravidez...
| 9 meses e prontos pra te ver! |
| Papai chorou um monte e a mascara chegou a ficar molhada, mas não conta pra ninguém.. |
Filha, ele se programou desde que soube da gravidez pra tirar férias a partir da data que tu nascesse, pra ficar direto com a gente em casa, me ajudando e literalmente, te criando bem de perto, desde o primeirissimo dia.
Somando as férias, mais o recesso de fim de ano, e mais meio período de férias do ano seguinte que ele adiantou, passamos 2 meses e meio juntos e inseparáveis, nós 3.
O teu primeiro banho em casa foi dado por ele e pela tua bisavó, Iracy, já que ele fazia questão de aprender as manhas por que "o banho é meu" - segundo ele! Não posso deixar de lembrar que o teu primeiro banho na maternidade foi filmado por ele, sempre muito carinhoso e preocupado em registrar os teus primeiros marcos.
Lembro do dia em que ele tinha que voltar ao trabalho, ele me disse angustiado que nao queria ficar longe de ti, deixar de te ver o dia todo. Percebi que aquilo realmente chateava ele. Mas... fazer o que?! Alguem tem que prover a casa, afinal, agora tinha mais uma pequena barriguinha pra alimentar. E a partir daí, passamos a ficar o dia inteiro sozinhas. Papai precisava trabalhar.
![]() |
| Um dia desses, antes de ir pro trabalho. |
Mas pensa que isso abafou a vontade que ele tinha de participar? Que ele passou a usar o fato de trabalhar fora o dia inteiro como desculpa pra não me fazer companhia de madrugada pra trocar a tua fralda, ou te fazer dormir? Que ele deixou de te dar banhos, te fazer arrotar, me ajudar com as coisas da casa, simplesmente por que já tinha outros compromissos durante o dia todo? Nao, filha, ele nunca recuou. Me ajudava com tudo, e até hoje é assim. Nunca faltou a uma consulta a pediatra. Se tu ficas doente, ele sofre contigo. Vocês brincam e se divertem muito. Hoje, com 1 ano e 2 meses, certamente a palavra que tu mais repetes ao longo do dia é "papaiê", e ele se derrete quando escuta isso. Sábado de manhã é o momento de vocês darem aquela voltinha juntos, tomar café fora enquanto a mamãe descansa até mais tarde, é um momento muito "pai e filha". Desde sempre, se eu dou banho, ele te tira do banho, te seca, coloca a tua roupa e às vezes até te faz dormir. Hoje a noite, enquanto eu tentava te fazer dormir, tu parou de mamar e começou a chamá-lo. À tarde, fomos no supermercado juntos, e ele dançou muito contigo pelos corredores. E é sempre assim!
- qual canal, paps?
Carinho
- dormi no metrô de NY. Quem nunca?
- meu pai nao agüenta as minhas dobras...
A vida com ele é sempre assim, desde o dia 1. É participação, integração, dividir tarefas e multiplicar bons momentos. Ele participa ativamente de tudo. Do banho a comida. Do sono as brincadeiras. Do passeio ao descanso. Do colo as fraldas.
Helena, não tenho dúvidas: o melhor pai do mundo é o teu.
domingo, 13 de janeiro de 2013
NADA é melhor!
Minha filha,
A mamãe está aqui pensando enquanto te amamenta, às 4:28 da madrugada, que não existe nada mais prazeroso no mundo, pra mim, do que ser tua mãe.
Passei o dia tentando resgatar algo no fundo da minha mente e das minhas memórias, que eu pudesse dizer "não, isso é melhor do que ser mãe da Helena" - mas, de verdade, não achei nada que desfalcasse o primeiro lugar do meu ranking.
Não posso negar, não é fácil ser mãe em tempo integral, a já 1 ano e quase 2 meses. É como eu falo pro papai, esse é um trabalho que não me dá o beneficio de fim de expediente. Desde que vc nasceu, é um esquema twentyfour/seven, literalmente.
As pessoas acharam que eu não ia dar conta, que eu ia, em algum momento, suplicar que alguém assumisse o comando da tua vida e dos teus cuidados, pra eu poder dormir uma noite inteira. Minha avó, a tua bisa, chegou a vir de outra cidade pra cá, na semana que vc nasceu, também com o propósito de me ajudar, de me dar uma folga, mas eu não quis.
Claro, foi cansativo, e assumo, ainda é, mas nada, Helena, NADA, me faz desistir dessa rotina sem folgas que a vida me trouxe junto com a tua vi(n)da. Pra ser bom do jeito que é, tinha que ter algum porém, não é assim que funciona?
Ah, filha, desculpa não ter atualizado este pequeno livro de memórias antes. A mamãe por diversas vezes chegou a viver pequenos momentos que pensou que eles deveriam vir pra cá, mas sabe como é, a gente esquece, ou tem outras coisas pra fazer. Não se preocupa que eu tirei uma fotografia mental de todos.
Enquanto escrevia, estavas apertando a ponta do meu nariz, habito que tu tens desde bem pequenininha, e que eu até tentei te fazer perder algumas vezes, mas não consegui. Acho que é uma forma tua de me fazer um carinho.
Bom, já sao 04:46 e nem sinal de tu voltar a dormir.
Vou apagar o celular pra ver se é a luz que pode estar te incomodando.
Boa noite, minha filha. Volte a dormir com os anjos.
Mamãe ficará aqui até a hora que precisar...
A mamãe está aqui pensando enquanto te amamenta, às 4:28 da madrugada, que não existe nada mais prazeroso no mundo, pra mim, do que ser tua mãe.
Passei o dia tentando resgatar algo no fundo da minha mente e das minhas memórias, que eu pudesse dizer "não, isso é melhor do que ser mãe da Helena" - mas, de verdade, não achei nada que desfalcasse o primeiro lugar do meu ranking.
Não posso negar, não é fácil ser mãe em tempo integral, a já 1 ano e quase 2 meses. É como eu falo pro papai, esse é um trabalho que não me dá o beneficio de fim de expediente. Desde que vc nasceu, é um esquema twentyfour/seven, literalmente.
As pessoas acharam que eu não ia dar conta, que eu ia, em algum momento, suplicar que alguém assumisse o comando da tua vida e dos teus cuidados, pra eu poder dormir uma noite inteira. Minha avó, a tua bisa, chegou a vir de outra cidade pra cá, na semana que vc nasceu, também com o propósito de me ajudar, de me dar uma folga, mas eu não quis.
Claro, foi cansativo, e assumo, ainda é, mas nada, Helena, NADA, me faz desistir dessa rotina sem folgas que a vida me trouxe junto com a tua vi(n)da. Pra ser bom do jeito que é, tinha que ter algum porém, não é assim que funciona?
Ah, filha, desculpa não ter atualizado este pequeno livro de memórias antes. A mamãe por diversas vezes chegou a viver pequenos momentos que pensou que eles deveriam vir pra cá, mas sabe como é, a gente esquece, ou tem outras coisas pra fazer. Não se preocupa que eu tirei uma fotografia mental de todos.
Enquanto escrevia, estavas apertando a ponta do meu nariz, habito que tu tens desde bem pequenininha, e que eu até tentei te fazer perder algumas vezes, mas não consegui. Acho que é uma forma tua de me fazer um carinho.
Bom, já sao 04:46 e nem sinal de tu voltar a dormir.
Vou apagar o celular pra ver se é a luz que pode estar te incomodando.
Boa noite, minha filha. Volte a dormir com os anjos.
Mamãe ficará aqui até a hora que precisar...
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